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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E Vila Viçosa?!?!

«Será uma candidatura para a vila, para a região e para o país». O presidente da Câmara de Almeida não tem dúvidas do sucesso do processo de candidatura da fortificação a Património da UNESCO, que teve início na última quinta-feira com uma declaração aprovada pelos ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros. Além do concelho do distrito da Guarda integram o mesmo processo os municípios de Elvas, Estremoz, Marvão e Valença.
As cinco autarquias pretendem avançar com uma candidatura a Património Mundial das Fortificações Abaluartadas da Fronteira entre Portugal e Espanha. Baptista Ribeiro considera que «as coisas estão bem encaminhadas e foram acarinhadas ao mais alto nível», daí não ter dúvidas de que «será uma candidatura vencedora e irá valorizar o património de Almeida, captando mais turistas para a vila», espera. «Tem uma importância extraordinária para sermos conhecidos a nível mundial», reforça o presidente do município raiano. O início do processo de candidatura é «o culminar de muito esforço e de um grande trabalho efectuado nos últimos três anos e meio», salienta, relembrando que desde que se candidatou à autarquia assumiu que um dos «objectivos» era a elevação de Almeida a Património Mundial. «Sempre disse que tinha que ser com muito trabalho e não por decreto», tendo para o efeito recrutado pessoas que o «pudessem assessorar neste processo».
Baptista Ribeiro recorda ainda que foi no seu mandato que foi criado o Centro de Estudos de Arquitectura Militar, enquanto que a realização de seminários com «figuras de proa» da área «também foi importante» num trabalho que, «em parte, veio agora a ser recompensado». Por outro lado, o edil garante que não fossem as parcerias e a candidatura estaria votada ao fracasso: «Desde sempre que entendemos que este não podia ser um processo só de Almeida, porque estávamos conscientes das dificuldades para candidaturas isoladas». Daí a aproximação a Valença e Elvas, tendo-se juntado mais tarde Estremoz e Marvão, cuja candidatura isolada «não teve sucesso». No entanto, o projecto engloba também as fortalezas espanholas de Olivença, Badajoz e Ciudad Rodrigo. «O contacto entre Portugal e Espanha já será feito ao mais alto nível», estando o assunto agendado para a próxima cimeira Luso-Espanhola, que deverá decorrer em Dezembro, em Elvas.
Actualmente, o autarca de Almeida está a preparar a conclusão do dossiê técnico-científico para entregar no final de Junho, enaltecendo que a ideia foi acolhida «com muito entusiasmo pelos dois ministros». Por outro lado, vai elaborar «um plano estratégico para começar a ser alavancado e acarinhado por todos os agentes locais, que também terão de contribuir para que esta candidatura dê os seus frutos», avisa. No final da cerimónia de entrega da declaração, Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros, considerou que o processo de candidatura está «a partir de agora em aberto», admitindo que se trata de um «património riquíssimo que justifica o reconhecimento da UNESCO». Já do ponto de vista cultural, o ministro José António Pinto Ribeiro considerou que os fortes em causa serviram «para efeitos militares e para consolidar o território português».

In Jornal O Interior

Algo me escapa aqui. Almeida, Elvas, Estremoz, Marvão, Valença.... E Vila Viçosa?!?!?! Porque é que Vila Viçosa nunca mais é incluída na lista candidata a Património da Humanidade da UNESCO??? Ó Sr. Prof. Manuel Condenado, não me diga que a Câmara Municipal de Vila Viçosa não é capaz de fazer em 8 anos o que a Câmara Municipal de Almeida fez em 3 anos??? A culpa também será do Governo? Voltará a candidatura a Património Mundial a ser um trunfo de campanha como em 2001 e 2005??? Afinal em que ponto se encontra o processo de candidatura de que tanto falou aquando da elevação de Borba a Cidade???

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Anuário Financeiro dos Municípios 2007

Foi hoje apresentado um estudo cuja discussão julgo ter algum interesse, ou pelo menos ser merecedor de reflexão.

Trata-se do “Anuário Financeiro dos Municípios 2007” que é elaborado por docentes Universitários independentes com a colaboração do Tribunal de Contas e das próprias autarquias.

O Anuário é um estudo comparativo com base em diversos indicadores que mede a saúde financeira das autarquias.

O vizinho concelho do Alandroal figura como o 33º Município no ranking de Municípios com menor rácio “receitas liquidadas/receitas previstas”.Quer isto dizer que das receitas previstas no orçamento apenas foram liquidadas (concretizadas) cerca de 48%.
Em 3º lugar deste ranking está o concelho de Borba com somente 28% de liquidação face às receitas previstas.

Parece-me que isto configura um sinal preocupante de alguma sub-orçamentação no lado das receitas o que pode conduzir a um grave desequilíbrio financeiro, se o orçamento se cumpre do lado da despesa e se só se cobra 1/3 do previsto terão de se encontrar outras formas de financiamento. De realçar que apesar de só cobrar 1/3 do previsto o Município de Borba figura na lista de Municípios sem receitas por cobrar.

Em termos de maior passivo exigível per capita o Alandroal ocupa a 18º posição, com um passivo de cerca de €1.900 por cada habitante. O concelho tem pouco mais de 6 mil, o que grosso modo e em números redondos dá uma divida superior de 12 Milhões de Euros...

No ranking de Municípios com maior índice de dívida a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior o Alandroal ocupa a 24ª posição com cerca de 91% de divida face às receitas do último ano, ou seja era preciso não pagar nada durante um ano para pagar as dividas em atraso.

No reverso da medalha encontram-se os Municípios de Redondo, Viana do Alentejo e incrivelmente (pelo menos na minha opinião) Elvas onde as autarquias não têm qualquer empréstimo bancário. Os Municipios de Viana do Alentejo e de Redondo figuram ainda no ranking de Municípios com menor passivo exigível em termos per capita e em termos de valor absoluto em ambos os casos com passivos pouco superiores a 1 milhão de euros.

Considero que um milhão de passivo é pouco, a título ilustrativo o orçamento da nova biblioteca de Vila Viçosa ascende a 2,4 milhões euros e o arrelvamento do campo de futebol de Bencatel 500.000,00€, sabemos que para obras como estas as autarquias, por norma, têm de contrair passivos de qualquer espécie.

No Município de Redondo existe ainda outra curiosidade as despesas com o pessoal ascendem a 47% das despesas totais, em Borba esse montante ascende a 37%.

Relativamente a Vila Viçosa não figura em nenhum dos rankings deste estudo o que só por si não quer dizer nada, não tem indicadores muito positivos nem muito negativos, não permite concluir se é bom ou mau…

Enviado por e-mail por um amigo de longa data...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Autarquicas passado e o futuro...

Ainda pegando no tema autarquicas e na votação que o Manuel está a fazer para o Pior Presidente de Câmara do Distrito de Évora e na deixa do próprio n' O Sexo dos Anjos, para se perceber o quão moribunda está Vila Viçosa e a sua política...

Ainda me lembro de quando Vila Viçosa era o motor económico e o principal centro de desenvolvimento do extremo ocidental do distrito de Évora, de quando eramos apontados como um exemplo para os concelhos do interior do país com bons rácios populacionais e um baixíssimo desemprego, do número de jovens que povoavam Vila Viçosa movimentando a economia calipolense, do número de empresas que floresciam em Vila Viçosa, lembro-me do Calipolense e do Bencatelense dominarem os campeonatos distritais de Évora em futebol, de não haver número de habitações suficientes para a procura...

De há uns anos para cá tudo mudou... Temos um concelho estagnado, asfixiado economicamente, a entrar em sub-desenvolvimento, a perder população, principalmente a perder população jovem (nos últimos anos quase todos os jovens que saiem para estudar no Ensino Superior já não voltam...), temos casas de sobra, a restauração de rastos, o Calipolense em dificuldades esta época, as mesmas pelas quais passou o Bencatelense na época passada, ainda à espera de um Centro de Saúde e de uma Biblioteca dignos desse nome, de estímulos para segurar os jovens na terra...

Politicamente temos regredido... Tivemos em Vila Viçosa políticos reconhecidos no Alentejo como Miguel Patacão (independentemente dos seus erros...), Jorge Ferreira que fez história em Vila Viçosa juntamente com o já extinto Helder Cravo, até mesmo os irmãos Portas com as suas origens em Vila Viçosa...

Actualmente apenas o CDS já apresentou candidato, o Dr. Letras Mestre. A CDU deverá avançar com o actual Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa o Prof. Manuel Condenado. Quanto ao PS fala-se no Eng. Roma (será ele o salvador?...) e da parte do PSD há a hipotese de ser o Dr. Palma Rita, que apesar de Calipolense, vive em Évora desde os anos 1980, pelo que não sei até que ponto estará a par das principais carências de Vila Viçosa. Sem algo que me mova contra as personalidades supracitadas, falta sangue novo em Vila Viçosa, um jovem que assuma os destinos de Vila Viçosa e que o faça com paixão, com amor e com orgulho por Vila Viçosa e não para conseguir um posto social, uns trocados, uns lobbies e uma choruda reforma!...

Coloque-se os olhos para o exemplo dos nossos concelhos vizinhos, todos eles capazes de nos darem lições!... De Borba chega-nos o exemplo de que com trabalho árduo, esforço e paixão que é possível fixar os jovens, trazer mais habitantes para o concelho, torná-lo mais reconhecido, um novo Centro de Saúde, novas Finanças, Loja do Cidadão, um novo Lar de Idosos, arrelvamento do Municipal de Borba, Centro de Feiras e Exposições, Piscinas Cobertas, reestruturação da rede viária, Ecocentro... De Alandroal apoio para melhores cuidados de saúde para os seus cidadãos, o melhor Centro de Saúde do país em 2006, um novo recinto desportivo, restruturação do Arrequiz, apoio às colectividades locais... De Redondo um centro cultural que porventura será o mais activo do Alentejo e o afastamento do Dr. Alfredo Barroso do PCP de modo a defender os interesses dos redondenses e não esquecer que a Câmara Municipal de Redondo é a segunda menos endividada do país... De Elvas acho que nem vale a pena fazer referências pois seriam muitíssimas, mas fica o destaque dado para a próxima cimeira Luso-Ibérica em Elvas no final deste ano, oferecendo deste modo um forte destaque à cidade em Portugal e em Espanha...

A mim não me interessa achar culpados, o que eu quero é que Vila Viçosa volte a ser a referência de outros tempos, que volte a apanhar a carruagem, que se desenvolva e que volte a estar cheia de juventude... Vila Viçosa tem uma pesada herança como sede dos Bragança... Os Calipolenses nunca foram fracos, pelo contrário... Não nos deixemos condenar, vamos todos remar para o mesmo lado, pelo bem de Vila Viçosa!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Jovens Alentejanos, que futuro?...

É com a maior das tristezas e das mágoas que assisto a um cada vez maior e preocupante despovoamento jovem do Alentejo... Factores como falta de trabalho, falta de serviços médicos básicos, falta de locais de diversão para jovens e não falo de bares e discotecas, mas sim de centros culturais e teatros dinâmicos e activos e de porque não, salas de cinema (veja-se o caso bicudo de Évora ou o paupérrimo caso de Vila Viçosa), falta de dinamismo do comércio local, o menor número de instituições escolares e pré-escolares, vencimentos asfixiantes e humilhantes levam a que os jovens alentejanos abandonem em debandada o Alentejo.

Da minha geração, os que sairam de Vila Viçosa, Borba, Alandroal, Estremoz ou Redondo para estudar noutras cidades do país são muito poucos os que voltaram, sobrando-me os dedos da mão para contar os que como eu, voltaram para sobreviver numa região isolada, asfixiada, envelhecida e cada vez mais condenada à desertificação. E muito menos são os que voltam com as namoradas, companheiras ou esposas de outras zonas do país.

É preocupante a falta de jovens no Alentejo, deparamo-nos cada vez mais com um fosso abismal entre gerações. Actualmente há os idosos, os de meia-idade e depois os adolescentes ou crianças que ainda não ganharam idade para ter asas e, literalmente voar daqui para fora.

Interessa saber quais os culpados de tal situação? Interessa! Mas seria preferível concentrarmos as nossas energias e arranjarmos soluções para fixar no Alentejo os nossos jovens. A criação de incentivos fiscais, mas de facto incentivos merecedores deste nome, às empresas alentejanas e aos jovens alentejanos até aos 35 anos deveria ser uma das medidas implementadas. A criação de vencimentos, digamos, "especiais" para os jovens alentejanos, com o ordenado mínimo a rondar os 650€. Incentivos para o aumento da natalidade e não me parece que os 50€ ou os 100€ ou mesmo 1000€ com que alguns municipios alentejanos brindam os seus jovens me pareça suficiente... A criação de uma rede pré-escolar e escolar que se adeque aos horários e exigências profissionais dos jovens pais alentejanos seria algo que não se deveria descurar. Implementação de uma rede cultural digna desse nome e de preferência descentralizada, de modo a que a cultura não se centre em Évora, Beja, Portalegre ou Elvas por exemplo, pois é urgente voltar a fazer com que os jovens alentejanos se identifiquem com a sua cultura.

Temos que fazer com que o Alentejo deixe de ser uma região simpática com uma cultura e tradições engraçadas e curiosas, e uma região de passagem obrigatória para o Algarve. Há que voltar a apostar na agricultura e com acordos pré-estabelecidos com empresas nacionais para o escoamento das nossas produções, há que apostar ainda mais no turismo, há que manter os turistas no alentejo mais que uma ou duas noites no máximo como acontece actualmente, há que atrair o investimento industrial e tecnológico, seja ele nacional ou estrangeiro para o Alentejo e há que conseguir a Regionalização de modo a que sejam os Alentejanos a resolver os seus próprios problemas, pois se estivermos à espera de Lisboa, o resultado é mais do mesmo, o PIDDAC deste ano para o distrito de Évora corresponde a 1,66% do total nacional e houve 5 municipios do distrito de Évora que não foram contemplados com um mísero euro...

Há que lutar para mudar o Alentejo, ou os poucos que como eu voltaram, serão forçados a partir...


PS.: É possível que nos próximos tempos esta Tasca passe por algum marasmo, pois o meu PC lembrou-se de adoecer e é possível que tenha que ir ao "mecânico"...